quarta-feira, 23 de março de 2011


"Somos lúcidos na medida em que perdemos a riqueza da imaginação ...

... a loucura é diagnosticada pelos sãos, que não se submetem a diagnóstico...


há um limite em que a razão deixa de ser razão, e a loucura ainda é razoável."





Carlos Drummond de Andrade.
A loucura de ser diferente e/ou normal.


O simples fato é que não enxergamos o modo diferente que pensam e agem as pessoas, assim, julgamo-nas simplesmente de loucas ou que estão fora das regras estabelecidas pela sociedade. Então , considerar algo normal e anormal depende muito de quem olha .

Adaptar-se aos inúmeros costumes, dos quais envolvem o mundo é uma tarefa difícil, até porque as questões sociais, políticas e econômicas de outra região é diferente da nossa, logo sustentamos uma sensação de estranhamento ou desconforto, julgando aquilo como louco , anormal ou inadequado. Mas o que seria normal e anormal ?

O normal é algo de costume, de tradição, que conhecemos desde a época dos Legados Bárbaros- com a queda do Império Romano-, os famosos Direito Consuetudinários. Mas, que aqui podemos relacionar com as ações consuetudinárias da sociedade atual . Sendo essas ações impostas de acordo com cada cultura específica, cada ideologia específica de cada país.

O diferente é louco . A habilidade de se adaptar a diferença pode ser encarada de forma simples e submeter essa distinção à algo bom e novo. No entanto , o novo e o inesperado desperta nas pessoas padronizadas um incômodo , e passam a ter “aquela velha e opinião formada sobre tudo “.

Por fim, na existe coisas normais e anormais , e sim modos diferentes de olhar sobre determinada situação, seja ela cultural, ideológica, religiosa, política ou econômica. Tudo que envolve o pensamento é visto como anormal e louco, portanto a maioria de nós somos loucos e diferentes uns dos outros. O problema é que a sociedade não aprendeu a respeitar e conviver com essas diferenças... Enquanto isso não ocorre, viveremos numa linha padronizada em que todos seguem as mesmas regras.

L. Freitas .