segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uma educação especial

Inclusão ou não de crianças com síndrome de Down em escolas comuns? É uma discussão bastante polêmica, tanto para a criança de escolas especiais quanto para a inserção dessas crianças em escolas comuns. Entretanto, ser contra essa idéia de escolas especiais, envolve diversos argumentos lógicos e conscientes à respeito.

As pessoas que são a favor de crianças com Down , estudarem em escolas especiais estão automaticamente, com certa sutileza, excluindo essas crianças da realidade. Ou melhor, estão tirando a oportunidade dessa criança de se socializar com pessoas de escolas comuns, que irão fazer parte, no futuro , da realidade profissional dessa criança.

A sociedade ainda não aprendeu a conviver com as diferenças , enquanto não houver o esforço e a qualificação de profissionais para receber essas crianças - além da capacitação, e não apenas da habilitação - , não haverá nunca uma inclusão digna de respeito. Assim, criar ou não escolas especiais, não diminuirá em nada essa desigualdade. Sendo que , para essa inclusão especial é preciso recursos e condições ideais do Estado, visando uma atenção maior para essas crianças.

Mas, a educação , hoje no Brasil, está longe de garantir uma qualidade para todos. Como seria possível criar as escolas especiais? Se uma parte do objetivo não está concluído, então a outra parte especial não funcionará. Ou seja, essa visibilidade de ter uma pessoa com necessidades especiais na sala de aula não significa a plena inclusão, só seria mais um modelo fictício de inserção.

É preciso muito mais para incluir as crianças com Down na realidade social e não apenas em escolas comuns. O maior preconceito com relação à diversidade é negar as diferenças. Então , não é necessário escolas especiais e sim o reconhecimento das pessoas e sua qualificação profissional, de que essas crianças com Down tem os mesmos direitos que nós. Visto que, para isso é fundamental uma educação de qualidade para todos.


Lili Freitas.

quarta-feira, 23 de março de 2011


"Somos lúcidos na medida em que perdemos a riqueza da imaginação ...

... a loucura é diagnosticada pelos sãos, que não se submetem a diagnóstico...


há um limite em que a razão deixa de ser razão, e a loucura ainda é razoável."





Carlos Drummond de Andrade.
A loucura de ser diferente e/ou normal.


O simples fato é que não enxergamos o modo diferente que pensam e agem as pessoas, assim, julgamo-nas simplesmente de loucas ou que estão fora das regras estabelecidas pela sociedade. Então , considerar algo normal e anormal depende muito de quem olha .

Adaptar-se aos inúmeros costumes, dos quais envolvem o mundo é uma tarefa difícil, até porque as questões sociais, políticas e econômicas de outra região é diferente da nossa, logo sustentamos uma sensação de estranhamento ou desconforto, julgando aquilo como louco , anormal ou inadequado. Mas o que seria normal e anormal ?

O normal é algo de costume, de tradição, que conhecemos desde a época dos Legados Bárbaros- com a queda do Império Romano-, os famosos Direito Consuetudinários. Mas, que aqui podemos relacionar com as ações consuetudinárias da sociedade atual . Sendo essas ações impostas de acordo com cada cultura específica, cada ideologia específica de cada país.

O diferente é louco . A habilidade de se adaptar a diferença pode ser encarada de forma simples e submeter essa distinção à algo bom e novo. No entanto , o novo e o inesperado desperta nas pessoas padronizadas um incômodo , e passam a ter “aquela velha e opinião formada sobre tudo “.

Por fim, na existe coisas normais e anormais , e sim modos diferentes de olhar sobre determinada situação, seja ela cultural, ideológica, religiosa, política ou econômica. Tudo que envolve o pensamento é visto como anormal e louco, portanto a maioria de nós somos loucos e diferentes uns dos outros. O problema é que a sociedade não aprendeu a respeitar e conviver com essas diferenças... Enquanto isso não ocorre, viveremos numa linha padronizada em que todos seguem as mesmas regras.

L. Freitas .

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Alienação , sinônimo de sanidade ...


Maldita sociedade alienada
não quer saber de nada
so a aparência é o que importa
o conteúdo não tem mais valor
a sociedade vive da moda
vive da forma

bis
da alienação da televisão
na imaginação

o conteúdo é tudo
a aparência é nada
as pessoas não têm mais valor
são tratadas como robôs
todo mundo tem que ser igual
e pensar igual
até parece que são clones

alienação rotulação da população
alienação da televisao na população
porra de socialite porra de televisão!


"Fuck the TV!"

domingo, 13 de junho de 2010

BFF: eu também tenho as minhas!

Quem nunca ouviu falar de BFF ( Best Friend Forever, ou melhor Amigas Para Sempre)? Sempre ou quase sempre você tem uma dessas na sua vida, ou no seu dia-dia... Antes, não ligava para essas besteiras .. achava que era uma frescura de patricinhas antipáticas e futéis.. Só que descobri que não é bem assim.. Claro que não devemos ficar numa agunia e tanta com essas demonstrações de amizade, o importante mesmo é reconher, ou melhor, demonstrá-la com originalidade ! Amiga é aquela que sempre tu compartilha todos os momentos, desde os mais tristes e chatos, até as idas ao shopping, as festinha nos fds, o verão, o inferno, o Natal, São João... E aí vai... Mas, não necessariamente precisa ser TODOS os momentos, apenas aqueles necessários e satisfatórios . Quando temos uma amiga do nosso lado, não existe solidão.. Pode ter saudade, mas sempre temos em mente de que não estamos só, por mais que ela esteja distante. Elas ouvem nossos segredos, ajudam em nossos problemas, abraçam, choram, riem, pulam,pagam micos... Enfim, sempre estão ali com a gente, independente de serem encomodadas ou não, por estarmos fazendo aquelas ligações fora de hora .. hehehehehe! Desde pequena tenho um grupo muito grande de amigas. Amigas de brincarem de amarelinha na frente da praçinha, do lado da igreja a famosa "comidinha" com panelas de brinquedo e comidas de verdade (roubadas da cozinha da mamãe.. :D). Os aniversários das Barbies, elástico, bola... Nosso grupo foi muito grande, mas no decorrer dos anos ele foi diminuindo, não por falta de interesse, e sim a distância. Só que novamente ele foi crescendo, com novas caras e novas personalidades.. Diferentes daquelas de quando tinhamos 10-11 anos.. Essas novas amigas foram se aproximando aos poucos e mostrando suas diferenciadas formas de agir e pensar.. Crescemos! E até hoje estamos aqui, unidas e enfrentando qualquer tipo de ciumes alheios, briguinhas de grupos opostos, invejas inuteis ... Sempre nos comunicamos por msn,orkut ou celular.. E quando chega o fds nos encontramos na famosa praçinha em frente a Igreja.. Ou dançando, ou bebendo ( existindo algumas que exageram na dose...:P, mas abafa..), ou falando besteira, ou ligando pra alguem pra passar trote, ou indo na lanchonete comer porcaria... Enfim, estamos sempre juntas.. e somos nós meninas: Xany,Lari B., Milly, Juli P., Bia, Isis, Alzira, Sheila, Jeu, Dora, Suca, Carol, Kk...( espero que não tenha esquecido de nenhuma) =].. Que sejamos felizes e possamos sempre defendermos umas as outras com coragem e força quando necessário, ajudando e brigando quando necessário, discutindo e ser autoritária quando necessário, se meter na vida amorosa dela quando necessário,opinando sobre sua vida quando necessário.. E sempre , mas sempre mesmo, sermos amigas! Nunca esquecendo a humildade e respeito dentro si.

Eu Amo Vocês!

Lili Freitas..

sábado, 12 de junho de 2010


Tá na Hora de Parar de Reclamar!


Antes de escrever, pensei em diversas coisas relacionadas sobre o que reclamamos e nunca nos satisfazemos com algo. Sempre há uma insatisfação, tanto pessoal quanto coletiva. Muitas vezes reclamamos do nosso peso, da nossa perna doendo sem poder andar, da dor de cabeça infernal, do calor, do frio ou até mesmo que estamos "morrendo" de fome! Mas será que realmente isso ocorre?! Ou seria apenas uma hipérbole vital?

Creio que o problema não é do mundo, é simplismente da gente. Temos diversos dons particulares, diversas habilidades, pernas, braços, ótima visão, cabelo bonito... E nunca estamos satisfeitos.

Quando era pequena, aprendi que todos nós somos iguais. Independente de raça, cor ou etnia... Mas, pensava comigo mesma, em qual sentido isso consiste?! Será que somos iguais em termo só disso ou somos diferentes também nisso? Ou até mesmo, somos iguais sim. Porém, com particularidades distintas e algo a mais, uma estrela brilhante dentro de si.

Por mais que acharmos que algo está errado, sempre ou na maioria das vez tudo está no lugar, apenas não enchergamos devidamente ou vingimos ser o que não somos. Não que eu ache que devemos nos satisfazer com o pouco ou só com que temos. Pra mim, temos que sempre procurar o melhor, aquilo que nos faz bem, só que reclamando menos! Ou melhor: sem reclamar!

Lili Freitas..

Abramos as asas e voemos !


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,muda-se o ser , muda-se a confiança. Todo mundo é composto de mudanças, tomando sempre novas qualidades, novas trajetórias, novas escolhas... Com isso, aprendemos a lidar com as pessoas, o ser-humano e o essencial de tudo, a vida
.

Com nossa coragem e determinação iremos além de nossas expectativas. Sabendo lidar, amar e se destacar. Destaque e brilho é o que cada um de nós tem guardado dentro de si, basta se jogar acreditando na realidade de ser feliz. Porém, é preciso ter firmeza em determinadas situações, ou seja, com o pé no chão, mas a cabeça no céu.

Enquanto estudamos, pensamos só nas obrigações diárias e nas notas no final da unidade. No entanto, não se damos conta de que aquela simples nota não quer dizer absolutamente nada do nosso talento , nem ao menos do que os outros pensam, que é a nossa inteligência. A inteligência é o poder de compreensão que não está ligada aos estudos, mas também ao seu modo de agir, ser e pensar diante da sociedade, em certas ocasiões também ao modo de brilhar.

Enfim, para que possamos viver cada momento único de nossa vida é preciso criarmos raízes precisas e resistentes antes de ofuscarmos os olhos da vitória. Se jogar, ser ousado, ser diferente tendo algo novo fundamental para que abramos as asas e voemos, sem medo de ser feliz, com os pés firmes no chão!